quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Child moment

Ai.. ai... descobri que há uma criança dentro de mim, mas podem ficar tranquilos que não estou grávida. Usei apenas a linguagem no sentido figurado.
Quis dizer apenas que ando viajando na minha imaginação, pegando carona com a fantasia, devaneio e delirando em desvario. Essas coisas eu costumava fazer quando era criança (não faz tanto tempo assim), e não sei o porquê dessas esquisitices.

Ando muito inquieta ultimamente, e sei que isso não é bom para a minha pessoa. Já sou um grade enigma quando sou pacífica, e desassossegada então... acabo me tornando uma descrição metafórica de quem sou, e impossível de ser compreendida.

Estou sentido algo estranho, e não sei como explicar. É uma mistura de sensações, impressões produzidas nos meus órgãos dos sentidos e essa mistura não pára de aumentar.
Algo me preocupa, mas não sei o que é. Ando muito irritável, vigorosa e exaltada, e estou fazendo coisas que nem eu mesma acredito. Minhas unhas estão horríveis, meu cabelo indomável e ando comendo tanta porcaria, que logo serei mais uma pançudinha do blog.
Estou me sentindo pior do que uma criança. Não tenho vontade de fazer nada, tudo perdeu a graça, a razão e o sentido.
Enfim... onde está meu otimismo?

Já sou grandinha, tenho mais de vinte anos (embora não me considere tão responsável assim), mas sou uma criança ainda. Não é que eu seja infantil, mas tenho meus momentos de teimosia, mimo, mania de exclusividade em tudo e de percorrer em meus pensamentos.

Confesso que quando eu era criança era mais feliz do que sou hoje. Eu não beijava na boca, não tinha liberdade e permissão para sair com os meus amigos. Dormir fora de casa era uma raridade, eu odiava a palavra e o lugar escola, mas hoje vejo que esta foi uma das grandes responsáveis da tal felicidade extinta em mim.
Quando eu era baixinha, tinha inúmeros sonhos, ouvia mais do que falava, a vida era uma festa. Mal acabava um dia, eu ia correndo dormir para a madrugada durar pouco tempo, dando origem ao tão sonhado dia seguinte. Eu fui uma criança adorável, o orgulho da família, principalmente da minha avó e do meu pai. Eu era o wafer de morango dele.
Paro para pensar e me dá vontade de voltar no tempo, só para poder voltar a ser feliz.

Hoje em dia tudo mudou. Não tenho mais sonhos (só quando estou dormindo). Falo mais do que ouço (o oposto quando era apenas uma menina tímida). Sair é uma coisa que faço com pouca frequência. Digo isso no sentido de diversão, pois estou sempre fora de casa quando estudo ou trabalho. Não tenho mais vontade de dormir fora, viajar, fazer planos e nem tenho com quem fazer isso aqui comigo.
Mal começa o dia, e já torço para que ele acabe, e assim sucessivamente dia após dia.

Preciso melhorar meu estado de espírito, encontrar meu eu interior e assim, achar o que há de errado comigo. Tenho quase certeza do que sinto falta: minha irmã. Minha mãe não quer deixá-la voltar para casa, e não vê que é ela, a minha mãe, quem está errada,e não a Broa.

Minha infância já passou e deixou saudades, agora só restam lembranças em mim. Só sobraram tristes e suaves recordações no meu coração.

That's it!

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