Queria ser mais razoável com as pessoas, menos exigente comigo mesma, menos agressiva com minhas palavras, e quem sabe menos temperamental.
Querer nem sempre é poder, dizia a minha avó (que descanse em paz). Muitas vezes queremos algo que não está ao nosso alcance, mesmo assim ficamos nos perguntando o por quê disso, ou o por quê daquilo. Por exemplo: hoje fui abrir meu edital da prova em que faria para Técnico em Moda, só para ver em que dia de Julho caíria. Sabe qual foi o choque? A prova foi dia 29 de Junho, ou seja, ontem. Estou me sentindo a pessoa mais irreposnsável desse planeta ovo de codorna, cujo nome é Terra. Ele deveria se chamar planeta Lama, pois tudo em que piso com total firmeza, se afunda me carregando junto logo em seguida.
Eu não sei dizer, compreender e explicar porque eu sou assim. Tudo tem sido muito difícil pra mim, e me cobram respostas das quais não sei a pergunta, ou o contrário. E agora? O que irei fazer? A prova já passou, gastei dinheiro do meu pai, comprei meu material de desenho crente que voltaria a desenhar minhas roupas para meus futuros professores, e no final, fui tão desinteressada, que perdi a prova mais importante da minha vida.
Se eu passasse, não sei o que faria, pois estudaria à noite, e bem na hora em que estudo inglês. Falando neste idioma, apresentei a minha speach hoje sobre Bad habits. Estava super insegura porque hoje que fui pegá-la corrigida. Aí está mais um exemplo de mau exemplo: era pra ter entregue na quarta-feira, e nem tinha feito a minha. Menti pra professora dizendo que esqueci em casa, e na quinta-feira entreguei. Era pra eu ter pegue no sábado e estudar para apresentar hoje, mas passei super mal neste dia, e nem quero comentar sobre isso. É nojento.
Já hoje na hora em que fui trabalhar, peguei minha composition corrigida, e estudei muito pouco para apresentar. As horas passaram muito depressa, e chegou a hora de ir ao curso. Chegando lá, a alegria contagiante de sempre, e começaram as apresentações. Primeiro foi o Lipe, depois a Uly, e por último eu. A medida que fui andando, meu coração acelerava. Nunca me senti tão nervosa com meus pensamentos que insistiam em dizer:
"Se você entregasse na quarta, teria pego no mesmo dia corrigido e não estria nesse nervosismo de agora. Sabe por quê? Porque você teria estudado mais, sua tonta!"
Aff! Que vontade de dar um tapa na minha consciência. Quando finalmente fui apresentar, colei meus cartazes e olhei para meus amigos e só consegui dizer, ou melhor, perguntar:
-May I drink some water, teacher?
Ela assentiu com a cabeça. Bebi minha água e voltei para sala. A minha maior surpresa foi que comecei a falar sem parar, e estava gesticulando muito bem.
Sou dedicada com umas coisas, e para outras sou péssima. Ultimamente tenho me sentido a pessoa mais fria desse mundo, como o Coração Gelado dos inesquecíveis Ursinhos Carinhosos. Tenho me importado com ninguém mais, ninguém menos do que eu mesma. Tudo é tão difícil e não consigo entender porquê me transformei neste ser.
Não sou mais tão romântica?
Cansei de ser otária!
Não sou tão boazinha assim?
Não sou santa pra fazer caridade!
Não tenho estudado como antes?
Eu sou burra mesmo...
Não quero ser prendada?
Não fui criada pra lavar cuecas!
Pois é... acho que se eu mudasse certos tipos de coisas, não seria o que sou hoje, e ninguém gostaria de mim como gostam.
Eu sou assim, e vou ser do jeito que eu sou!
That's it!
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