sábado, 7 de junho de 2008

Get up, girl!

Hoje finalmente dei início a minha turminha de inglês infantil. Como nada é perfeito, dormi um pouquinho mais do que deveria, e perdi o ônibus.

Ontem, ou melhor, hoje, foi uma das melhores noites (madrugada, né) da minha vida. Passei um dos momentos maravilhosos que jamais imaginei passar, com uma companhia mais que perfeita, e isso tudo pela abençoada internet. Dormi pouco, porém feliz.

Como eu ia dizendo sobre as aulas, perdi o ônibus e peguei outro com dez minutos de diferença. Eu pego às 9h e cheguei lá com 13 minutos de atraso. A coordenadora de lá já veio chamando minha atenção na frente dos outros. Fiquei puta da vida. Vocabulário feio, mas é o mais adequado com o meu estado de espírito naquele momento. Ela ficou falando um monte de coisas, e entre elas que me queria às 8:30 lá.

-Bom dia! - pensei eu. A senhora mãe dela que me desculpe, mas onde está a educação dada?

Eu admiro muito o trabalho que ela faz ajudando os alunos do pré-vestibular e outros cursos comunitários, mas falta uma coisa muito importante na vida dela: o bom modo de se expressar para com os outros. Sinceramente, minha vontade é sair de lá e fazer um outro pré. Só não faço isso porque me comprometi com a turma de inglês das crianças, e minha palavra é única, e vale mais do que um papel escrito.

Resolvi simplesmente ignorar a falta de bons modos da coordenadora e levei os alunos e responsáveis pra sala de aula. Me apresentei e desculpei-me por imediato pelos 13 minutos de atraso. Eles nem ligaram aparentemente. Apresentei meu material didático feito por mim (que emoção!), e expliquei o conteúdo programático do curso. Logo em seguida liberei os responsáveis.

A aula foi um sucesso, melhor do que eu imaginava. Fiquei contente porque minhas antigas alunas Janete e Áurea (duas senhoras de aproximadamente setenta anos de idade) resolveram entrar pra turma e relembrar o que aprenderam comigo.

Conheci cada criança mais fofa do que outra. O mais engraçadinho é o Leonardo, de seis anos. O safadinho é super inteligente e tem umas bochechinhas que me deu vontade de mordê-las. Fiz uma dinâmica com eles, aprenderam o alfabeto e bastante conversação.

Depois da aula fui ao pré. As aulas foram um saco. Odeio física.

Quis ir ao cinema hoje, mas a sessão iria começar às 20:30, e iria acabar muito tarde. Fiz um lanche no Bob's e estou aqui em casa.

Uma coisa me deixou super preocupada: Minha cadelinha Honey. Não sei o que houve com o olhinho direito dela, que está super estranho, como se estivesse saindo. Comecei a chorar de nervoso. Ela é minha filha e, sinceramente, não sei o que faria da minha vida sem ela. Lavei o local com soro e passei uma pomada. Ela sempre foge pra passar remédio, mas dessa vez ela ficou imóvel, como se não restasse outra alternativa para alivia a sua dor. Parece uma conjuntivite mais avançada,e isso me preocupa. A Honey é muito boa comigo, companheira, me espera tomar banho, dorme perto de mim e me defende de todos que tentam me fazer mal. Quando choro, é ela que fica do meu lado, quando estou feliz, ela corre feito uma doida expressando sua felicidade também. Amo essa cadelinha mais que qualquer coisa nesse mundo, e farei de tudo pra ela ficar boa.

Há dois dias atrás dei uma surra nela por ter feito xixi no sofá. Ela sempre faz na rua ou no quintal, mas dessa vez ela tinha feito de pirraça porque não dei atenção à ela. A Honey ficou o dia todo sem me dar atenção, como que quisesse dizer que possuía vergonha na cara. Hoje estou com a consciência pesada. Espero que o curativo faça efeito.

Hoje estou cansada por demais. Amanhã faltarei curso e estudarei em casa mesmo.

E meu coração?

Tenho tanto medo de responder essa pergunta. Tenho medo de certas respostas, mesmo sem saber qual é a pergunta. É tudo estranho e ao mesmo tempo legal e bonito, mas estou com medo. Como diz Axl Rose:

" A pior época é quando se está apaixonado..."

Nenhum comentário: