terça-feira, 13 de maio de 2008

Medo

A cada dia que passa, tento entender esse súbito medo que me domina. É uma sensação sem nome, porém descritível: angustiável, aflitiva e vazia.
Sinto medo ao andar pelas ruas nas noites escuras e sombrias, ao dobrar cada esquina, com aquele medo de deparar-me com algum ser ou coisa desagradável. Não sei se é medo ou receio, mas é que de uns tempos para cá, o mundo deixou de ser um brinquedo, onde as nossas crianças costumavam brincar de serem felizes. Hoje nosso brinquedo transformou-se em uma arma. Digamos convidativa e quase mortífera. Nosso mundo vem nos chamando, atraindo para as coisas positivas, mas para isso temos que jogar "O jogo da vida". Muitos não se conformam em perder, e preferem obter tudo de um jeito mais fácil, melhor dizendo, se contentam em trapacear para chegar na conquista final.
Os trapaceiros também sentem medo: medo de lutar pelo que almeja, preferindo roubar, matar e vender/alugar o próprio corpo. Eles se satisfazem em vencer nesse tabuleiro em forma de vida, e se acham os vencedores. Na verdade, eles são os maiores perdedores no mundo inteiro. Além de fraudar no jogo, eles não se importam em roubar, pois não fazem idéia se o real ou o centavo roubado, não poderia ser pra matar a fome dos filhos. E as pessoas que os bandidos matam? Esses infelizes não pensam na família que ficara órfã? Eles não sentem medo? Piedade? Culpa?
Podem acreditar que algum dia eles já sentiram tudo isso e mais um pouco. Eles apenas esqueceram como é ter esses sentimentos.
Tenho medo de certas coisas que não conto a ninguém: ficar sozinha, sem amigos e família. Também sinto arrepios ao ficar no escuro, e acabar vendo vultos.
Tenho medo da realidade que a cada dia fica pior sem nenhum dó.
Me dá vontade de chorar só em pensar de perder minha melhor amiga, pois ela é minha luz, minha força, meu tudo, minha vida...
That's it!

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