sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Medos de menina

Eu tenho muito o que falar, mas não sei por onde começar e nem como dizer. Talvez seja uma mera vontade de gritar e espernear, com o intuito de desabafar, mas para quem irei contar os meus medos e receios?

A cada dia que passa, sinto um medo crescendo. Parece bobagem, mas estou com um mau pressentimento da minha própria vida. Não sei se estou doente, se serei assaltada e morta, se meu avião irá cair, outra bobagem similar, mas estou com esse sentimento estranho.
Quando tento conversar com alguém, nunca dá certo. Olhos se enchem de lágrimas e mandam parar, ou me mandam calar a boca e parar de dizer merda. Assim é meio difícil de ter um diálogo amigável.

Fiz uma lista das pessoas que mais tenho saudade, e estou revendo uma por uma. Algumas ficaram felizes com a minha inesperada visita, outras, nem tanto...
Se me acontecer alguma coisa, acho que não irei em paz. Têm muitas questões que queria resolver, mas sei que nunca irei conseguir.

A vida é sem graça. Tão sem graça que chega a ser engraçada. Fico rindo dessa ausência de humor nela.
Ontem me deu uma vontade louca de assistir os filmes da Disney. Assisti os que uma colega me emprestou: A Bela e a Fera, Branca de Neve e Cinderella.
Assisti esses filmes, que na verdade nem lembrava dos enredos de cada um. Gostei muito de ter voltado ao "túnel do tempo". É idiota, eu sei.., quando eu assisti esses filmes eu tinha sete ou oito anos de idade e não sabia nada sobre a vida. Hoje tenho vinte e dois, e sei de muita coisa, mas às vezes penso que não sei nada sobre ela.
Sabe qual a diferença de assistir esses filmes ontem e há catorze anos atrás?

Anos atrás eu acreditava no amor e na fantasia. Tudo era lindo e quando ficava feio, logo ficava lindo outra vez.
Hoje não acredito mais em nada. Perdi minha essência e meus planos para o futuro estão estacionados em alguma parte de mim. Eu sei o que fazer, mas não sei por onde começar.

Hoje em dia tudo que eu faço perde a graça facilmente. Não consigo fazer até o fim.
Eu tento descobrir o que sou, o que me tornei, mas juro que não sei. Perdi o dom de amar, e não consigo demonstrar carinho e sinto dificuldades de aceitar o mesmo.
Eu não quero continuar assim. Quero melhorar, pois não sei se vou morrer, se irei adoecer, ou minha doença irá voltar a atacar. Não sei se essas manchas roxas em meu corpo, meu mal-estar e minha queda capilar têm alguma coisa a ver com isso, só sei que estou me sentindo com medo e sozinha (mesmo cercada de pessoas que me amam).

Eu sei que vou morrer, e todos irão também. Se a minha hora estiver chegando, queria ter o perdão das pessoas que magoei e ofendi. Sou humana e também erro e perdoaria os que me fizeram o mesmo.

Ufa! Consegui desabafar...

Te amo, mãe! ;)

That's it!

Um comentário:

Anônimo disse...

Essas sensações são bem comuns em mim. Principalmente a parte de ter dificuldade em demosntrar carinho e receber o mesmo. Eu já desisti de tentar entender. E até que acho melhor assim. E quando isso volta, eu dou um grito ou tomo um bom banho de chuva. Cinema com os amigos mais engraçados tbm funciona. Mesmo que temporariamente.

Bjão.