domingo, 7 de dezembro de 2008

Abafada solidão

Multidão me assusta. Por mais que me esforce, não consigo ser amigável o bastante.
Depois de pegar um trem lotado, repleto de conhecidos, tive que me esforçar para continuar conversas iniciadas por eles.

Sou do tempo das cavernas. É o que todos dizem, mas isso não ofende, pelo contrário, me orgulho disso. Gosto da solidão, resmungar da vida é um hábito normal, e ser anti-social não é o mesmo de ser metida. Não gosto de criar uma falsa intimidade com algumas pessoas que mal acabo de conhecer, e ser efusiva é a coisa mais grotesca no mundo.

Depois de uma manhã inteira fora de casa, aquelas pessoas me olhando de todos os lados, tudo o que eu queria era sumir por um momento.
Cheguei em casa e fui dobrar a roupa de cama do quarto da minha mãe. Não sei o que houve exatemente, mas a cama me chamou como se fosse uma espécie de hipnose. Deitei nela e apaguei. De vez em quando eu acordava meio tonta, sem saber aonde estava e logo me acostumei com o ambiente.

Aquele foi o melhor momento do dia: estar debaixo do cobertor, sem nenhum ruído e nenhuma voz por perto. Apenas eu e o som da minha respiração.

That's it!

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