sábado, 24 de janeiro de 2015

Pobre coração...

Há quase um mês descobri que ser ou estar magra não é sinônimo de saúde. Sabe aquelas pessoas, estilo "magrinha de ruim"?! Prazer, sou eu ;)
2015 mal começou e lá vai meu coração me pregar peças, no sentido literal mesmo... Nunca, nos meus vinte e poucos anos de vida , havia sentido dores no peito, principalmente com tanta frequência e intensidade. Como sou muito sistemática em relação à saúde, e qualquer dor de cabeça me faz pensar logo que não quero morrer, procurei meu médico logo. Como eu já esperava o Dr. R. me pediu em ecocardiograma e alguns exames de sangue. O eco farei no início desta semana e o de sangue fiz logo pra me livrar, já que possuo uma leve fobia por agulhas, rs..
Semana passada, na terça-feira, pra ser mais exata, acordei e liguei logo pro laboratório. O atendente disse que eu precisava estar pelo menos 12 horas em jejum. Como eu havia devorado uma  lasanha industrializada da Sadia (sem merchandising, por favor) na noite anterior assistindo a novelinha chata das 21h e acordei tarde, já que tinha tirado a manhã de folga justamente pra fazer tal exame, fui lá, azul de fome!
Chegando no laboratório, entreguei o pedido médico e o cara leu em voz alta item por item. O.K., o bonito poderia ter pulado essa parte chata na frente dos outros clientes, pacientes, sei lá. É constrangedor. Não! Mais constrangedor foi eu tentando manter a calma e ao mesmo tempo implorando pra "moça" não deixar doer. Aff, aonde eu estava com a cabeça? Com certeza ela se segurou pra não rir na minha frente e virei piada pro resto do dia... Após o episódio marcante, veio a pergunta indiscreta: altura e peso. Altura é mole: 1, 76. Peso? Não faço a mínima ideia! Há exatamente sete anos atrás, que foram um dos melhores da minha vida, eu poderia encher a boca e me gabar com meus 52 kg, já hoje, meu bem, fujo da balança. Engordei e não foi pouco! As gordurinhas localizadas fazem parte do meu figurino dia após dia :(
A agulha espetou o meu braço. Foi tão rápido da mesma maneira de como virei o rosto e fechei os olhos. Sim, outra atitude infantil da minha parte.
O exame em si quase não doeu. Confesso que demorou mais do que o normal, também com a quantidade de exame exigido pelo Dr. R. haja sangue! Foi tanto sangue, que fiquei com o braço roxo de brinde..
Eu achava que problema cardíaco era doença de gente gorda. Esses últimos vinte dias de dor no lado esquerdo do peito acompanhado pela enxaqueca que me persegue por anos, me fizeram perceber o quanto estou desleixada com a minha alimentação e com minha rotina diária. Como mais na rua do que em casa e quando como em casa é fast food ou comida instantânea, como miojo ou lasanha. Ano passado ou retrasado ou seria reeeetrasado? Enfim, meu colesterol estava alto e eu nem dei atenção. Quanto mais manteiga no milho cozido, melhor!
Voltando as dores no peito, lembrei de uma professora que tive na época do curso de inglês que passou mal, foi pro hospital, teve alta e dentro do banheiro do hospital, se arrumando pra ir embora para casa, teve um infarto fulminante e faleceu. Fiquei muito mal na época, eu gostava muito da teacher e das suas aulas também. Ela só tinha 32 anos (e era gorda).
Ando muito cansada, estressada e sem tempo. Trabalhar e estudar não é pra qualquer um não. Dedicação tenho de sobra, mas meu corpo, minha mente e minha saúde não andam tendo um acordo e as consequências estou sentindo agora. Me formei em dezembro, mas ainda estou com meu TCC em andamento. Talvez, esta seja a razão de tanta preocupação: Desespero pelo meu diploma pra arrumar um emprego melhor, porque o meu atual, não sou um pingo valorizada.
Tô contando os dias pra fazer este exame do coração e mostrar o resultado ao Dr. R.
Cheguei a seguinte conclusão:

"Não adianta eu querer abraçar o mundo, se meus braços são curtinhos.
Uma coisa de cada vez.."


That's it!

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