Querido, blog, leitores e fãs,
Como todos sabem, não gosto de expor minha vida, até porque não gosto dos fofoqueiros de plantão tomando conta dela. Prefiro comentar os acontecimentos do dia-a-dia, falar da paz mundial, das baleias em extinção, outras coisas sem fundamento que acabo transformando em assuntos que sejam lidos e admirados, digamos assim.
Hoje acordei com uma cólica insuportável. -"Maldita menstrução!" - Praguejei comigo mesma. Tava com tanta dor, que só fui levantar da cama lá pras duas da tarde.
Depois de ter tomado um remédio para dor, o vulgo dorflex, fiquei vendo TV e batendo um papinho no telefone, com um carinha aí ;)
Algum tempo depois, minha mãe me chamou pra cortar os galhos do jardim da nossa rua. A primeira coisa que pensei foi:
-Nem fudendo! Tá calor demais.
Apenas pensei, e não falei, mas quando vi a carinha da minha mãe... meu coração de manteiga ignorou a cólica e o calor e lá fui eu cortar galho, varrer e podar as plantas. Fiquei maior tempão fazendo esse serviço quase comunitário e lembrei de quando era criança que minha mãe me pedia para fazer o mesmo, e justamente no mesmo jardim. Eu detestava quando minha mãe me dava uma vassoura e dizia:
-Te dou R$ 1,00 se você me ajudar.
Nossa! Um real pra mim era tudo. Comprava tanta coisa...
Hoje foi parecido. Minha mãe disse assim mesmo:
-Te dou 10 conto!
Ha ha ha! Hoje dez reais pra mim não dá pra nada, mas se fosse anos atrás eu me julgaria rica, ou talvez milionária. Hoje ajudei não pelo dinheiro, mas sim pra ficar mais perto da minha mãe. Ela tá passando por cada coisa, que só eu sei.
Até que achei proveitoso o dia de hoje apesar de tudo. No final até rolou uma cervejinha. E olha que na minha época de menina não rolava nem uma coca cola.
Cortar grama com minha mãe? Não tem preço!
Maria Aparecida Cida Cidão. Barraqueira em algumas atitudes, porém com um enorme coração.
That's it!
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