segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Males que vêm para o bem





Eu sei que vou me arrepender do que estou escrevendo, mas estou morrendo de saudades da Broa. Se eu disser isso pra ela, minha moral vai lá embaixo, pois toda Fernanda é convencida.
Minha mãe continua irredutível e nem quer ouvir o nome dela. Eu sei que ela está bem na casa do nosso pai, mas ainda não me acostumei com o silêncio em casa, a cama dela vazia, menos um lugar na mesa e aquela voz irritante me enchendo na hora em que tento estudar.
Minha vida tá difícil, ou melhor, a nossa vida aqui em casa tá difícil com essa doença da minha mãe. Ontem as coisas se alteraram e meu irmão quase foi embora de casa. Eu tive que sentar e explicar a gravidade da depressão da minha mãe. Ela realmente está doente, não raciocina, e tudo quer partir para a agressão (mesmo quando somos inocentes). Desse jeito todos nós aqui precisaremos de psiquiatra também.
Meu maior medo é na hora desses delírios da minha mãe. E se ela tentar fazer algo? Tentar se matar? Quebrar a casa toda de novo?
Quero nem pensar nisso, mas é inútil. É só olhar pra cabeceira da cama dela cheia de remédios que meu peito dói, me bate uma angústia e surgem certos flashes backs em minha memória. Surge uma certa saudade de quando minha mãe era menos estressada; saía pra jogar queimado com a gente na praça; pegava meus patins e saía feito uma louca e quando algum carro se aproximava, ela se jogava no mato, pois não sabia usar os freios, e é claro que eu passava vergonha, mas eu não estava nem aí. Estava me divertindo, e minha família sim era uma família, e não um time de adversários em um campo de batalhas vivendo debaixo do mesmo teto. Quando por fim volto para a triste realidade, respiro fundo e penso comigo:

"Paciência... ela já fez muito por mim e pelos meus irmãos, e agora é a nossa vez de retribuirmos, por mais duro e mofino que seja esse momento atual."

Sempre me preocupei com os meus estudos, minhas roupas, meus cabelos, minhas unhas, e essas coisas fúteis, mas nunca parei para refletir sobre a minha família. Pela primeira vez na vida estou tendo essa oportunidade, e apesar de tudo, até que isso está me dando uma lição: estou dando mais valor para a minha família. Meu irmão e eu estamos nos aproximando mais (que nem quando éramos crianças), minha irmã está colhendo o que plantou, mas não desejo mal à ela. Quero mais do que ninguém que ela volte para casa logo. O lugar dela é aqui, com a família dela.
Outra coisa que JAMAIS passou em minha cabeça: estou sendo a mais forte com essa situação. A Broa se foi, o Rafa quase fez o mesmo, e eu estou firme. Ando muito triste por dentro, com problemas de saúde também, mas ninguém percebe. Estou disfarçando super bem, afinal, ninguém tem nada a ver com os meus problemas. Apesar dos pesares, estou ganhando coisas positivas em minha vida.
A vida não é um mar de rosas. Ela, a vida, tem espinhos também.

That's it!

Um comentário:

Anônimo disse...

- ha... qm disse que ninguém percebe que vc esta bem ou mal ? eu percebo .. mas cmo vc disse ninguém tem nada haver cm sua vida! =/
Bom vc é a pessoa que sempre ta preucupada cm as outras mas se esqce de ver que vc é a que mais precisa de força ...
Não fique aflita probb* acontecem sim , afinal de contas quem não os tem ? mais tdo vai passar eu tenho por certo isso . e outra se sua mãe esta assim procure levar ela pra sair .. aluga um filme faz uma pipoca , faça que os momentos dela sejam os mais felizes que ela ja teve em tda a vida dela . éé Toda Fernanda é convencida ? não sabia disso não =D ... mEninA bobOka VC me deixa feliz de um jeitO .. Qro te ver bem .. se precisar estou cm vc pro que der e vier ... Bjum ^^