terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Fugindo pro shopping

Clima péssimo em casa hoje sem condições de permanecer nesta. Me vesti rapidamente, calcei meu par de tênis cor-de-rosa e meti o pé.
Fui andando até o centro de Nilópolis, e sem muita opção fui ao shopping (é assim que as pessoas classificam aquela galeria quase vazia)e sentei na praça de alimentação. Confesso que me senti um pouco melhor. Minha própria casa está me sufocando: é mãe, é cachorro, canções que teimam em torturar meio estado meio, ou melhor, totalmente down tais como I don't want to talk about it (Rod Stewart), Here without you (3 doors down) e outras que me "obrigaram" a trocar de estação.

"Dancei muito em festinha americana." -Essas canções nas quais tanto achava graça, agora me entristecem.

Ficar à toa na praça de alimentação foi uma fuga. Tô tentando escapar de tudo, até mesmo de mim.
Em todo lugar tem que haver UM para estragar prazer. Como meus amigos diziam, -"Sempre tem um filho da puta!"- Me assustei com um sujeito cutucando meu ombro perguntando se o cinema aceitava débito automático.

-Tenho cara de bilheteira? - Pensei comigo, e gentilmente apontei a bilheteria que estava na frente dele praticamente, e ele se mancou e caiu fora. Na verdade foi uma desculpa para falar comigo. Passado alguns minutos tive a certeza de que ele queria MESMO qualquer desculpa para falar comigo, pois ele, o cara magrelo, esquisito e com a roupa totalmente descombinando (juro que não queria reparar nesse último detalhe, mas sou estudante de moda e reparar na vestimenta, mesmo que seja involuntariamente, tornou-se um hábito) veio falar comigo novamente. Ele me perguntou onde ficava o banheiro. O detalhe é havia uma placa indicando. Me deu vontade de inventar várias desculpas e dizer:

-Já tenho namorado! - Mentir pra quê, né? Coitado do menino, mas também coitada de mim em ser vista com aquilo rs

Ou..

-Você é cego? Olha a placa ali! - Ser mal educada não é do meu perfil.

Ou..

-É ali, colega. Me deixa sozinha com meus pensamentos, por favor.

Não dei nenhuma das respostas e o que disse foi:

-Ali (apontei) ao lado do Play Toy.

Continuei perdida nos pensamentos, olhando as crianças com os pais, casais, mulheres indo e voltando das compras e pude reparar um coisa: nunca fui ao cinema com a minha família. Só vi Lua de cristal com meu pai, mas isso faz muuuuuuuito tempo.
Devo tá ficando velha mesmo... não páro de pensar no meu passado, principalmente na infância. Já meu presente não consigo planejar, quem dirá o futuro. Minha vida tá assim: um caixinha de surpresas. Ultimamente tudo que escolho dá errado. Estou inconformada, mas dei uma melhoradas ao ouvir um conselho de um amigo muito querido:

"Quando damos um passo para trás, é porque se déssemos para frente poderíamos cair."

That's it!

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