quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Após a chuva, o sol brilha

Sabe aqueles dias em que você acorda triste? Se sentindo um nada? Pois é... me senti assim hoje. Não sei explicar exatamente o porquê, desse tal complexo de inferioridade momentâneo, apenas tenho me sentido assim de vez em quando.

Saí por aí sem rumo até achar um bom abrigo e ombro amigo. Eu não quis fazer muitas perguntas, mas sim ouvir conselhos e decifrar esse estranho fenômeno no meu interior.
Ultimamente minha vida tem sido uma caixinha de surpresas, e com isso minha mente está um turbilhão. Isso tudo não vem só afetando meu estado mental, mas o físico também. Minhas dores de cabeça vêm aumentando frequentemente, sinto, ou melhor, escuto uns zumbidos bem agudos e com isso sinto uma leve tonteira e uma sensação de que vou desmaiar a qualquer momento.

Pelo incrível que pareça algumas coisas pequenas levantaram o meu astral. Elogiei uma menininha, que devia ter por volte de oito ou nove anos. Disse que ela estava cheirosa e bonita para o colégio e ela me respondeu com um simples "Obrigada!" . Eu ouço muitos obrigados e obrigadas, mas não de uma criança. O sorriso, a alegria e a expectativa daquela garotinha mexeram com o mau humor. Melhor dizendo, transformaram o que eu sentia em algo positivo.

Na parte da noite fui seguir meu ritual rotineiro: Pegar o trem para estudar a coisa que mais amo fazer: MODA. O trem estava cheio e nem tinha lugar para sentar, mas não me importei. Fui ouvindo minhas musiquinhas e observando as diferentes pessoas ao meu redor. O que mais chamou a minha atenção foi um senhor bebendo cerveja. Até aí nada demais, mas às 18h e dentro do trem? Fiquei na dúvida se ele estava afogando as mágoas ou festejando algo com ele mesmo. Seria a cerveja a válvula de escape dele? E a minha? Qual é?

Acho que estou sofrendo com síndrome da rejeição, complexo de inferioridade, carência afetiva ou um sinonimo qualquer dessas coisas citadas. Quero e preciso descobrir com extravasar isso tudo.
Já na aula de moda, foi tudo tão legal. Meus amigos me fazem bem. Eles gostam de mim como sou, e não do que falam da minha pessoa. A hora passou tão rápido, deu a hora de ir embora e nem percebi. Peguei o ônibus (cheio pra variar) e depois de algum tempo consegui sentar. Após alguns momentos entrou uma senhora com uniforme de trocadora e ficou em pé. Ela parecia tão cansada, ainda mais com aquela bolsa enorme e aparentemente pesada. Pensei várias vezes da seguinte maneira:

"Dou ou não dou o meu lugar pra ela? Bah! Ela trabalha o dia todo sentada... mas parece cansada. Eu também tô, mas pô... tadinha dela. Já é bem velhinha."

Esse monólogo rolou na minha mente repetitivamente, e acabei cedendo o meu lugar pra ela. Mais uma vez ganhei um sorriso de agradecimento e meu ego elevou-se como hoje mais cedo com aquela criança.

"Não importa como nos sentimos, um sorriso sempre melhora o nosso dia."

Acordei me sentindo um nada. Agora vou dormir me achando o máximo.


That's it!

Um comentário:

Tyronezinho! disse...

É pequenas atitudes pode mudar completamente o nosso dia... Simples palavras por mais que pareçam poucas e pequenas podem fazer uma diferença no nosso dia, como um simples "boa tarde", e um sincero "obrigado"... O bem da palavra "bem"... Palavras motivadoras que nos impõem pra frente, fazendo acreditar que somos capazes, capazes de fazer feliz e sentir felicidade em um sorriso de um completo desconhecido.